03 · Corcel II L · 1981
A história do Corcel
Não é sobre o carro mais bonito, muito menos o mais veloz. É sobre uma história de família que começou quando meu bisavô comprou esse Corcel zero quilômetro, e que continua rodando até hoje.
Três gerações no banco da frente
Meu avô me buscava na escola nele. E antes de mim, foi a vez da minha mãe: era o meu bisavô quem buscava ela na escola, de Corcel. Ela me contou que o carro ainda tinha cheiro de carro novo. Kkkk.
A 80 por hora
Por experiência própria, posso dizer: os carros antigos eram muito mais divertidos. Pesados, lentos e fracos, sim. E mesmo assim, um prazer de dirigir que talvez tenha se perdido. Hoje os carros precisam ser velozes e ágeis, e você passa a viagem com o olho pregado na estrada. No Corcel, dá pra curtir a viagem a 80 por hora, ouvindo Dire Straits ou AC/DC.
Quem vai do lado
Também é sobre ter alguém do lado pra curtir junto (ou pelo menos se esforçar pra isso, rs) uma coisa que faz parte de mim e da minha história. Obrigado, Carol, por passar calor num carro sem ar-condicionado (é claro!) pra estar comigo nos momentos importantes. Andar de Corcelão no fim de semana é bem mais divertido com você do lado.
Uma escola sobre rodas
E é sobre aprender coisas novas. Desmontei o carburador, limpei, montei de novo… e ficou pior do que estava. Tudo bem: errar faz parte do aprendizado. Cuidar desse carro é uma escola, porque quase tudo dá pra fazer com as próprias mãos numa mecânica simples dos anos 80. É terapêutico (mas que fique claro: não é terapia, rs).
Enquanto eu puder, vou continuar cuidando dele, pra que esteja sempre na sua melhor versão e o mais original possível.
Fabricado nos anos 80, projetado nos anos 60, com a mentalidade dos anos 50 e a economia dos anos 40. De quando se construíam coisas pra durar séculos.
Corcel II L, ano 81